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Os descontos invisíveis que tiram 20-50% do seu valuation The invisible discounts taking 20-50% off your valuation

Valuation 27 jun 2026Jun 27, 2026 · 7 min · Arno Hollevoet

Neste artigoIn this article
  1. O que é um desconto de valuation
  2. 1. Falta de liquidez
  3. 2. Governança fraca
  4. 3. Concentração de clientes
  5. 4. Dependência do fundador
  6. 5. Números que não se sustentam
  7. Por que soma 20-50%
  8. O desconto brasileiro
  9. A boa notícia: é reversível
  10. Perguntas frequentes
  11. Glossário
  12. Fontes
  1. What a valuation discount is
  2. 1. Lack of liquidity
  3. 2. Weak governance
  4. 3. Client concentration
  5. 4. Founder dependence
  6. 5. Numbers that don't hold up
  7. Why it adds up to 20-50%
  8. The Brazil discount
  9. The good news: it's reversible
  10. FAQ
  11. Glossary
  12. Sources

A maior parte dos fundadores acredita que o valor da empresa é uma função da receita: cresça a receita, suba o valuation. É verdade, mas é só metade da história. A outra metade, a que quase ninguém conta, é que duas empresas com exatamente a mesma receita podem valer 30% ou 40% diferente uma da outra. A diferença não está no quanto elas faturam. Está no risco que o investidor enxerga, e desconta, em silêncio.

Empresas brasileiras de tecnologia e serviços digitais costumam ser avaliadas 20% a 50% abaixo de um par já preparado, sobre a mesma receita. Não é azar e não é injustiça: é um conjunto de descontos documentados, cada um com nome, número e fonte. A boa notícia, que deixamos para o final, é que a maior parte deles é reversível. Mas antes de remover um desconto, é preciso enxergá-lo. Aqui estão os cinco principais.

O que é, na prática, um "desconto de valuation"?

O múltiplo que um investidor paga pela sua empresa é, no fundo, o inverso do risco que ele percebe.2 Menos risco percebido, múltiplo maior, valuation maior, para os mesmos números.

Por que o risco vira desconto? Por um motivo simples e bem estudado: quando o comprador não consegue distinguir uma empresa sólida de uma arriscada, ele precifica todas como se fossem a arriscada, aplicando um desconto de proteção. É o problema clássico do "mercado de limões", que rendeu o Nobel a George Akerlof em 1970.1 O antídoto também é conhecido: sinais críveis que removem essa incerteza, como números auditáveis, governança documentada e métricas defensáveis. Preparação para captar é, tecnicamente, a redução desse risco percebido.

Os cinco descontos abaixo são as formas concretas que esse risco assume.

1. Falta de liquidez: a empresa difícil de comprar

É o maior componente isolado do desconto de uma empresa fechada. Estudos empíricos de ações com restrição de venda mostram descontos de 20% a 35% para papéis idênticos que apenas não podem ser negociados livremente; estudos pré-IPO chegam a 40% a 60%.3 Na prática, quanto mais difícil é transacionar a empresa (números bagunçados, sem trilha de auditoria, estrutura societária confusa), maior o desconto que o investidor embute para se proteger.

2. Governança fraca: o prêmio que você deixa na mesa

Investidores dizem, abertamente, que pagam mais por empresas bem governadas, e o prêmio é maior justamente em mercados emergentes como o Brasil. A pesquisa clássica da McKinsey com cerca de 200 investidores institucionais encontrou disposição a pagar de 18% (Reino Unido) a 25-30% (mercados em desenvolvimento) por boa governança.4 No Brasil, quando a B3 criou o Novo Mercado em 2000, com regras mais duras de governança, o mercado recompensou as empresas que aderiram com múltiplos mais altos.5 Não é teoria importada: é o nosso mercado pagando por governança. Detalhamos esse prêmio em Governança: o prêmio de valuation que você deixa na mesa.

3. Concentração de clientes: o risco que cabe em um gráfico

Um único cliente acima de 25% da receita costuma disparar um desconto de 15% a 30%; acima de 40%, pode cortar o múltiplo em 1 a 2 vezes.6 Um exemplo ilustrativo do efeito: duas empresas de software com ARR e margens parecidas. A diversificada (maior cliente em 8%) recebeu oferta de 6,2x ARR com 85% à vista. A concentrada (maior cliente em 31%) recebeu 3,8x ARR e ainda com 40% atrelado a metas futuras. Mesma receita, quase o dobro de diferença no múltiplo, e um negócio pior para o fundador. Aprofundamos esse risco, e como o investidor o mede, em Concentração de clientes: o risco que derruba o valuation.

4. Dependência do fundador: a empresa que não anda sem você

Se o negócio não sobrevive à saída do fundador, ele é precificado como se não fosse sobreviver. A literatura de avaliação coloca esse desconto de pessoa-chave entre 10% e 25%, chegando a 30% a 50% em pequenas e médias empresas muito dependentes do dono.7 Quanto mais a receita depende das relações pessoais e da entrega do fundador, maior o desconto. Aprofundamos esse risco em Dependência do fundador: a empresa que não anda sem você.

5. Números que não se sustentam

Comprador sério raramente confia só na demonstração contábil: ele faz uma análise de qualidade dos resultados. Números que não sobrevivem ao escrutínio não são acreditados, e o que não é acreditado não é pago. Empresas que voluntariamente auditam suas contas captam dívida mais barata que pares não auditados, exatamente o preço da credibilidade, devolvido no múltiplo.

Por que isso soma 20-50%, e não 120%

Olhando a lista, é tentador somar: 30% de liquidez, mais 25% de governança, mais 30% de concentração. Não funciona assim. Esses descontos se sobrepõem, porque costumam ter a mesma causa raiz: uma empresa bagunçada normalmente é, ao mesmo tempo, concentrada e dependente do fundador. Descontando essa sobreposição, a distância real entre uma empresa despreparada e um par preparado fica numa faixa de mais ou menos 20% (um ou dois problemas leves) a 50% (vários, severos). É uma faixa honesta, não uma promessa.

E há um custo extra, fora dessa conta, que decide se o negócio sai do papel: as renegociações de última hora. Uma pesquisa da KPMG com profissionais de fusões e aquisições encontrou que 42% já reduziram o preço de compra e 53% já cancelaram um negócio por causa de uma descoberta na due diligence.8 Um problema que aparece durante a negociação é muito mais caro que o mesmo problema corrigido antes dela.

O desconto brasileiro, por cima de tudo isso

Some-se a tudo o desconto de país. Empresas digitais brasileiras negociam, em média, 25% a 40% abaixo dos benchmarks de EUA e Europa, reflexo de custo de capital mais alto, menos liquidez de saída e mais risco macro percebido.9 Faz diferença lembrar do tamanho do funil: menos de 1% das empresas capta venture capital, e a maioria é descartada antes mesmo da primeira reunião.10 Num funil tão estreito, cada ponto de risco que você não removeu é um motivo a mais para o investidor passar para a próxima.

A boa notícia: o desconto é, em grande parte, reversível

Aqui está a virada. Diferente da receita, que leva tempo para crescer, a maior parte desses descontos vem de risco percebido, e risco percebido pode ser reduzido com preparação. Quando os sinais que o investidor procura passam a existir (números defensáveis, governança documentada, riscos endereçados), o desconto encolhe. Sobre a mesma receita, isso costuma liberar de 20% a 50% do valuation.

Repare no que isso significa: é valor que já é seu, hoje, preso atrás de risco que dá para remover. Não estamos falando de inventar crescimento. Estamos falando de parar de ser precificado pelo pior cenário.

Saber que o desconto existe é o começo. Medir exatamente qual é o seu, e removê-lo sem quebrar a operação no caminho, é um trabalho de meses, feito na ordem certa. É exatamente esse o trabalho do nosso programa de 12 meses, e é o motivo de ele existir.

Perguntas que todo fundador faz

Quanto vale a minha empresa hoje?
Depende da sua receita, do seu setor e, principalmente, de quantos desses descontos você carrega. Dois negócios com a mesma receita podem ter valuations bem diferentes. É o que a nossa análise inicial mostra, com o seu número.

Dá para aumentar o valuation sem crescer a receita?
Sim, e é justamente o ponto deste artigo. Reduzir o risco percebido pode liberar de 20% a 50% do valor sobre a mesma receita. Crescer a receita é a outra alavanca, e elas se multiplicam.

Quanto tempo leva?
A preparação completa, do diagnóstico aos materiais que o investidor vai ver, é um programa de 12 meses, porque a ordem importa: não dá para construir governança sólida sobre números que ainda não estão limpos.

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Glossário

Os termos técnicos deste artigo, em linguagem simples. Passe o mouse sobre uma palavra sublinhada no texto para ver a definição, ou consulte aqui.

Valuation
O valor estimado da sua empresa: o preço que um comprador ou investidor pagaria por ela hoje. Não é o mesmo que faturamento.
Múltiplo (de valuation)
Quanto o mercado paga por cada real de uma base do negócio. Ex.: "6x o EBITDA" ou "5x a receita recorrente". O múltiplo sobe com crescimento e previsibilidade, e cai com risco.
Liquidez (e desconto por falta de liquidez, DLOM)
Liquidez é a facilidade de vender a empresa ou a participação rapidamente, sem perder valor. Quanto mais difícil de vender, maior o desconto que o investidor aplica (o DLOM, sigla em inglês para Discount for Lack of Marketability).
IPO e pré-IPO
IPO é a abertura de capital, quando a empresa passa a ter ações negociadas em bolsa. "Pré-IPO" se refere ao período (e aos estudos de preço) logo antes disso.
Governança (corporativa)
O conjunto de regras, controles e transparência sobre como a empresa é dirigida: conselho, auditoria, prestação de contas. Boa governança reduz o risco percebido pelo investidor.
ARR
Annual Recurring Revenue, ou receita recorrente anual: a receita previsível que se repete todo ano (típica de software por assinatura). Base comum de valuation para empresas SaaS.
Due diligence
A auditoria detalhada que o comprador ou investidor faz antes de fechar o negócio, checando números, contratos, estrutura societária e riscos. É onde problemas escondidos costumam aparecer.
Venture capital
Capital de risco investido em empresas de alto crescimento, normalmente em troca de participação. Menos de 1% das empresas chega a captar dessa forma.
Custo de capital
O retorno mínimo que um investidor exige para aplicar o dinheiro na sua empresa em vez de em outra opção. Quanto mais alto (juros altos, mais risco percebido), menor o valuation.

Fontes

  1. Akerlof, G. (1970). The Market for "Lemons", Quarterly Journal of Economics (o desconto por assimetria de informação).
  2. CFA Institute, Private Company Valuation (múltiplo como função do risco; ajustes de empresa fechada): cfainstitute.org
  3. Pesquisa empírica sobre o desconto por falta de liquidez (DLOM), estudos compilados (20-35% restricted-stock; 40-60% pré-IPO): dlomcalculator.com
  4. McKinsey, Global Investor Opinion Survey (2002), prêmio por governança 18-30%: iasplus.com
  5. B3 / FGV sobre o Novo Mercado e valuation no Brasil (governança e múltiplos mais altos): periodicos.fgv.br
  6. FOCUS, The Perils of Customer Concentration in M&A (descontos por concentração de clientes): focusbankers.com
  7. Nielsen Valuation Group, Key Person Discount (10-25%, até 30-50% em PMEs): nielsenvaluationgroup.com
  8. KPMG / ESG Today, pesquisa com profissionais de M&A (42% reduziram preço, 53% cancelaram por achados na due diligence): esgtoday.com
  9. LAVCA, Trends in Tech 2025, e Chambers, Venture Capital 2026: Brazil (desconto de país 25-40%; pressão da Selic sobre múltiplos): lavca.org · chambers
  10. Puri, M. & Zarutskie, R., Journal of Finance (menos de 1% das empresas capta venture capital); Distrito (2024), queda do VC no Brasil em 2023.

URLs consultados em junho de 2026. Os números são evidência de mercado, direcionais, não garantias. Cenários ilustrativos são fictícios.

Most founders believe a company's value is a function of revenue: grow the revenue, raise the valuation. That's true, but it's only half the story. The other half, the one almost no one tells, is that two companies with exactly the same revenue can be worth 30% or 40% apart. The difference isn't in how much they bill. It's in the risk the investor sees, and silently discounts.

Brazilian technology and digital services companies are typically valued 20% to 50% below an already-prepared peer, on the same revenue. It isn't bad luck and it isn't unfair: it's a set of documented discounts, each with a name, a number and a source. The good news, which we're saving for the end, is that most of them are reversible. But before you can remove a discount, you have to see it. Here are the five biggest.

What, in practice, is a "valuation discount"?

The multiple an investor pays for your company is, at bottom, the inverse of the risk they perceive.2 Less perceived risk, higher multiple, higher valuation, for the same numbers.

Why does risk turn into a discount? For a simple, well-studied reason: when the buyer can't tell a solid company from a risky one, they price all of them as if they were the risky one, applying a protective discount. It's the classic "market for lemons" problem, which earned George Akerlof the Nobel in 1970.1 The antidote is known too: credible signals that remove that uncertainty, such as auditable numbers, documented governance and defensible metrics. Getting ready to raise is, technically, the reduction of that perceived risk.

The five discounts below are the concrete forms that risk takes.

1. Lack of liquidity: the company that's hard to buy

It's the single largest component of a private company's discount. Empirical studies of restricted stock show discounts of 20% to 35% for identical shares that simply can't be traded freely; pre-IPO studies reach 40% to 60%.3 In practice, the harder the company is to transact (messy numbers, no audit trail, a tangled ownership structure), the bigger the discount the investor builds in to protect themselves.

2. Weak governance: the premium you leave on the table

Investors openly say they pay more for well-governed companies, and the premium is largest precisely in emerging markets like Brazil. McKinsey's classic survey of about 200 institutional investors found a willingness to pay from 18% (United Kingdom) to 25-30% (developing markets) for good governance.4 In Brazil, when B3 created the Novo Mercado in 2000, with stricter governance rules, the market rewarded the companies that joined with higher multiples.5 This isn't imported theory: it's our own market paying for governance. We detail this premium in Governance: the valuation premium you leave on the table.

3. Client concentration: the risk that fits in one chart

A single client above 25% of revenue usually triggers a discount of 15% to 30%; above 40%, it can cut the multiple by 1 to 2 times.6 An illustrative example of the effect: two software companies with similar ARR and margins. The diversified one (largest client at 8%) received an offer of 6.2x ARR with 85% in cash. The concentrated one (largest client at 31%) received 3.8x ARR, and with 40% tied to future targets on top of that. Same revenue, almost double the difference in multiple, and a worse deal for the founder. We go deeper on this risk, and how the investor measures it, in Client concentration: the risk that sinks your valuation.

4. Founder dependence: the company that can't run without you

If the business doesn't survive the founder's departure, it's priced as if it won't. The valuation literature puts this key-person discount between 10% and 25%, reaching 30% to 50% in small and mid-sized companies heavily dependent on the owner.7 The more revenue depends on the founder's personal relationships and delivery, the bigger the discount. We go deeper on this risk in Founder dependence: the company that can't run without you.

5. Numbers that don't hold up

A serious buyer rarely trusts the financial statements alone: they run a quality-of-earnings analysis. Numbers that don't survive scrutiny aren't believed, and what isn't believed isn't paid for. Companies that voluntarily audit their accounts raise debt more cheaply than unaudited peers, which is exactly the price of credibility, returned in the multiple.

Why this adds up to 20-50%, not 120%

Looking at the list, it's tempting to add them up: 30% for liquidity, plus 25% for governance, plus 30% for concentration. It doesn't work that way. These discounts overlap, because they usually share the same root cause: a messy company is normally concentrated and founder-dependent at the same time. Netting out that overlap, the real gap between an unprepared company and a prepared peer lands in a range of roughly 20% (one or two mild problems) to 50% (several, severe). It's an honest range, not a promise.

And there's an extra cost, outside that math, that decides whether the deal actually closes: last-minute renegotiations. A KPMG survey of M&A professionals found that 42% have cut the purchase price and 53% have walked away from a deal because of something surfaced in due diligence.8 A problem that shows up during the negotiation is far more expensive than the same problem fixed before it.

The Brazil discount, on top of all that

Add the country discount on top of everything. Brazilian digital companies trade, on average, 25% to 40% below US and European benchmarks, a reflection of a higher cost of capital, less exit liquidity and more perceived macro risk.9 It helps to remember the size of the funnel: fewer than 1% of companies raise venture capital, and most are ruled out before the first meeting even happens.10 In a funnel that narrow, every point of risk you haven't removed is one more reason for the investor to move on to the next one.

The good news: the discount is largely reversible

Here's the turn. Unlike revenue, which takes time to grow, most of these discounts come from perceived risk, and perceived risk can be reduced with preparation. When the signals the investor looks for start to exist (defensible numbers, documented governance, risks addressed), the discount shrinks. On the same revenue, that usually frees up 20% to 50% of the valuation.

Notice what that means: it's value that's already yours, today, trapped behind risk you can remove. We're not talking about inventing growth. We're talking about no longer being priced for the worst case.

Knowing the discount exists is the start. Measuring exactly what yours is, and removing it without breaking the operation along the way, is months of work, done in the right order. That's exactly the work of our 12-month program, and the reason it exists.

Questions every founder asks

What is my company worth today?
It depends on your revenue, your sector and, above all, how many of these discounts you carry. Two businesses with the same revenue can have very different valuations. That's what our initial analysis shows, with your number.

Can you raise the valuation without growing revenue?
Yes, and that's precisely the point of this article. Reducing perceived risk can free up 20% to 50% of the value on the same revenue. Growing revenue is the other lever, and they multiply.

How long does it take?
Full preparation, from the diagnosis to the materials the investor will see, is a 12-month program, because order matters: you can't build solid governance on numbers that aren't clean yet.

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Glossary

The technical terms in this article, in plain language. Hover over an underlined word in the text to see its definition, or check here.

Valuation
The estimated value of your company: the price a buyer or investor would pay for it today. It's not the same as revenue.
Multiple (valuation multiple)
How much the market pays for each unit of a business base. E.g. "6x EBITDA" or "5x recurring revenue". The multiple rises with growth and predictability, and falls with risk.
Liquidity (and the discount for lack of marketability, DLOM)
Liquidity is how easily you can sell the company or a stake quickly, without losing value. The harder it is to sell, the bigger the discount the investor applies (the DLOM, Discount for Lack of Marketability).
IPO and pre-IPO
An IPO is the initial public offering, when a company's shares start trading on a stock exchange. "Pre-IPO" refers to the period (and the pricing studies) just before that.
Governance (corporate)
The set of rules, controls and transparency over how the company is run: board, audit, accountability. Good governance lowers the risk the investor perceives.
ARR
Annual Recurring Revenue: the predictable revenue that repeats every year (typical of subscription software). A common valuation base for SaaS companies.
Due diligence
The detailed audit a buyer or investor runs before closing a deal, checking numbers, contracts, ownership structure and risks. It's where hidden problems tend to surface.
Venture capital
Risk capital invested in high-growth companies, usually in exchange for equity. Fewer than 1% of companies ever raise it this way.
Cost of capital
The minimum return an investor demands to put money into your company rather than another option. The higher it is (high interest rates, more perceived risk), the lower the valuation.

Sources

  1. Akerlof, G. (1970). The Market for "Lemons", Quarterly Journal of Economics (the information-asymmetry discount).
  2. CFA Institute, Private Company Valuation (multiple as a function of risk; private-company adjustments): cfainstitute.org
  3. Empirical research on the discount for lack of marketability (DLOM), compiled studies (20-35% restricted stock; 40-60% pre-IPO): dlomcalculator.com
  4. McKinsey, Global Investor Opinion Survey (2002), governance premium 18-30%: iasplus.com
  5. B3 / FGV on the Novo Mercado and valuation in Brazil (governance and higher multiples): periodicos.fgv.br
  6. FOCUS, The Perils of Customer Concentration in M&A (client-concentration discounts): focusbankers.com
  7. Nielsen Valuation Group, Key Person Discount (10-25%, up to 30-50% in SMEs): nielsenvaluationgroup.com
  8. KPMG / ESG Today, survey of M&A professionals (42% cut price, 53% cancelled over due-diligence findings): esgtoday.com
  9. LAVCA, Trends in Tech 2025, and Chambers, Venture Capital 2026: Brazil (country discount 25-40%; Selic pressure on multiples): lavca.org · chambers
  10. Puri, M. & Zarutskie, R., Journal of Finance (fewer than 1% of companies raise venture capital); Distrito (2024), the VC decline in Brazil in 2023.

URLs accessed in June 2026. The figures are market evidence, directional, not guarantees. Illustrative scenarios are fictional.

Arno Hollevoet, sócio-fundador da Valioro

Arno Hollevoet

Sócio-fundador · ValioroFounding partner · Valioro

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